quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Programa do NPDPS 2012.2


Os encontros acontecerão nas quintas-feiras, das 13h45 às 16h45

Mês/Dia
Programa
Agosto
9
Apresentação do programa
1
16
Capítulos 1: Ontologia histórica
2
23
Capítulo 2: Cinco parábolas
3
30
Capítulos 3: O novo historicismo
4
Setembro
6O historicismo nas pesquisas do NPDPS5
13Capítulo 4 (Arqueologia de Foucault); capítulo 5: (a ciência em Foucault)6
20A presença de Foucault nas pesquisas do NPDPS7
27Capítulo 6 (Inventando pessoas); capítulo 7 (Auto aperfeiçoamento)8
Outubro
4Ricardo Pimentel Méllo: Modos plurais de subjetivação em relacionalidades actantes9
11Capítulo 8: Linguagem10
18A linguagem nas pesquisas do NPDPS11
25
Capítulo 9 (Filologia); capítulo 10 (Traduções)
12
Novembro
1Capítulo 11 (Estilos de raciocínio);13
8Capítulo 12 (Estilos filosóficos)14
15
Feriado
22Capítulo 13 (Verdades eternas); Capítulo 14 (Wittgenstein)15
29Capítulo 15: Sonhos16
Dezembro
6Encerramento17
13

BIBLIOGRAFIA BÁSICA DA DISCIPLINA:HACKING, I, Ontologia Histórica. São Leopoldo, RS: Editora Unisinos, 2009

domingo, 13 de maio de 2012

Colaborador do Núcleo é convidado como consultor da PNH

Sergio Seiji Aragaki, professor da Universidade Federal do Tocantins e colaborador do Núcleo de Práticas Discursivas e Produção de Sentidos, foi convidado para ocupar o cargo de consultor da Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS - PNH/HumanizaSUS - Ministério da Saúde, no estado de Alagoas. Recentemente foi aberta uma vaga para consultor da PNH nesse estado e, em reunião do coletivo de consultores do país, seu nome foi sugerido e aprovado.

Envolvido com as questões de humanização da saúde a partir da PNH em Palmas, participou de GTs, coordenou cursos de formação e incluiu tais discussões na graduação em Medicina, na Residência Multiprofissional e no Mestrado Profissional da UFT.

quarta-feira, 7 de março de 2012

“DA POSITIVIDADE DOS NÓS”: EXPERIMENTOS EM PESQUISAS PÓS-CONSTRUCIONISTAS


Do objetivo:
O objetivo principal deste evento é discutir aportes teórico-metodológicos gerados pelos novos campos de experimentação emergentes nas práticas de pesquisa pós-construcionistas. Como enunciado no próprio título do evento, a proposta não é “desfazer os nós” que surgem nas experimentações em pesquisa, mas usá-los como substrato para tessituras epistêmicas e ontológicas em Psicologia Social. Interessa problematizar as questões que dizem respeito aos modos de produção de saber, sua circulação e formas de escrita que, sem deixar de ser científicas, dialogam com vertentes narrativas provenientes de outras áreas disciplinares. 

De como funcionaremos:
Conversações a partir de provocações compostas  por reflexões teóricas e experimentos de pesquisa apresentados por pesquisadores/as e debatidas pelo Prof. Dr. Lupicinio Iñiguez, Catedrático da Universidade Autônoma de Barcelona.

Visando a multiplicidade e colaboração, as pesquisas debatidas serão relatadas por não autores, de modo que estes se fazem presentes, mas no lugar de debatedores, compondo o que, de empréstimo à Donna Haraway (1994), chamamos de “jogo de cama de gato

PROGRAMAÇÃO

25/04/2012

Primeira sessão (09h00min as 12h00min)

CAT’S CRADLE: COMPARTILHANDO NÓS

Abertura e conversação sobre os campos-tema dos pesquisadores presentes no ciclo de debates tendo como eixo os nós encontrados em suas experimentações.

Abertura
Profa. Dra. Mary Jane Spink
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Prof. Dr. Lupicinio Iñiguez
Universidade Autônoma de Barcelona

Provocação às conversações 

“Cat's cradle is a game for nominalists like me who cannot not desire what we cannot possibly have. As  soon as possession enters the game, the string figures freeze into a lying pattern. Cat's cradle is about  patterns and knots; the game takes great skill and can result in some serious surprises. One person can build  up a large repertoire of string figures on a single pair of hands; but the cat's cradle figures can be passed  back and forth on the hands of several players, who add new moves in the building of complex patterns.  Cat's cradle invites a sense of collective work, of one person not being able to make all the patterns alone.   One does not "win" at cat's cradle; the goal is more interesting and more open-ended than that  (Haraway, 1996, p. 69-70)”.

Segunda sessão (14h00min as 18h00min)

MÚLTIPLAS FONTES EM PESQUISA: TRABALHANDO A COMPLEXIDADE

Debate sobre experimentos em pesquisa com múltiplas fontes, tendo como eixo de discussão a consideração das complexificações.

Provocação às conversações 

“(...) esquemas racionais de classificação reduzem a complexidade, pois ordenam, dividem, simplificam e excluem; eliminam as nuances de cinza entre o branco e o preto. O efeito do ordenamento não reduz apenas por expulsar a anomalia ou o indesejável para as margens; ele oferece a ilusão de que nele todas as relações podem ser explicadas. Porém, outros modos de lidar com a diversidade podem ser propostos. John Law e Annemarie Mol (2002), aliando-se a todos aqueles que recusam a tendência a simplificar a realidade, perguntam-se: o que é a complexidade e como podemos lidar com ela em nossas práticas de produção de conhecimento? (Spink, M., 2010, p.46).”

26/04/2012

Primeira sessão (09h00min as 12h00min)

MODOS DE ESCRITA: DE ONDE VÊM AS NARRATIVAS? PARA ONDE VÃO?

Discussão sobre modos de escrita pós-construcionistas que dialogam com aportes narrativos provenientes de outros campos disciplinares, colocando questões quanto à construção dos selves, da autoria e do que, ao ser redigido, adquire ou não existência como real e/ou ficcional.

Provocação às conversações 

“Quite usted la medida. Las letras no son sólo corno en el alfabeto Morse, puntos, guiones. También son unos abiertos, cerrados, trazos intermedios, nudos, bordes, grafos en general. Esta es la topología. El tejedor, yo ya lo sabía, es un artesano pre-geométrico. Pero también lo es el escriba de cursivas (Serres, 1991, p. 179)”.

“Los académicos interesados en las narrativas están claramente divididos sobre la cuestión del valor de verdad: muchos sostienen que las narraciones tienen el potencial de portar la verdad, mientras que otros argumentan que las narraciones no reflejan sino que construyen la realidad.  La primera perspectiva ve a la narración como promovida por los hechos, mientras que la segunda generalmente sostiene que la narración organiza a los hechos o incluso los produce. La mayoría de historiadores, biógrafos y empiristas  comprensiblemente hacen hincapié en las posibilidades de la narración de portar la verdad (Gergen, 2007, p. 157).”

Segunda sessão (14h00min as 18h00min)

MESS IN RESEARCH: PRECISAMOS MESMO DE MÉTODO?

Reflexões sobre a as ontologias políticas colocadas em ação quando empregamos o termo método para falar das nossas formas cotidianas de fazer pesquisa, bem como sobre  experimentações  e impasses quando tentamos ou logramos abandonar este uso.

Provocação às conversações

“?Que es le método científico? ?Qué es el método experimental? La pregunta no esta correctamente planteada. ?Por qué debería haber el método de la ciencia? No hay una única manera de construir una casa,
o incluso de sembrar tomates. No deberíamos esperar que algo tan abigarrado como el crecimiento del conocimiento este atado a  una metodología (Hacking, 1996, p. 180).”

“These, then, are issues of ontological methodology. Their particular form reflects my own concerns and agendas. Enactment, multiplicity, fluidity, allegory, resonance,  enchantment,  these  have  been  some  of  my  keywords  as  I  have explored what I have called method assemblage. But my object has been to provoke debate about methods rather than imposing a new orthodoxy. It is like this. If realities are enacted then many of the methodological certainties of the social and the natural sciences are undone and we need debate about what follows. Concern with the truth will not and should not go away. But the distinction between truths and other goods is at best pragmatic. All sorts of assemblages resonate to produce truths in one way or another. And our methods are implicated in other goods, political, aesthetic, spiritual, inspirational, or personally passionate (the list is not complete) (Law, 2004, p. 155).”

Organização:

Profa. Dra. Mary Jane Spink
Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia Social
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Profa. Dra. Dolores Galindo
Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea
Universidade Federal de Mato Grosso



sexta-feira, 2 de março de 2012

Programa NPDPS 2012.1


Criando uma sistemática de pesquisa de campo-temas

Tema escolhido: perda de capacidade cognitiva na velhice

Filmes: “A separação”; ”A dama de ferro”

1. Pesquisa bibliográfica (3 encontros)

  • pesquisa assistemática: encontrando o tema por aí
  • pesquisa sistemática

Definição de palavras chave e de fontes
Delimitação temporal


2. Pesquisa contextual (3 encontros)

  • que atores (políticas, associações, órgãos internacionais) informam o tema
  • que serviços de saúde lidam com o tema
  • como os psicólogos/as atuam nesse tema

3. O tema no espaço público: como as mídias abordam o tema (3 encontros)

  • mídia impressa
  • TV
  • internet

4. Como nossos autores trabalham o tema (4 encontros)

  • Foucault: governamentalidade
  • Hacking: making up people
  • ANT: Mol, the body multiple
  • Spink: práticas discursivas